sábado, 16 de outubro de 2010

enquanto isso, na aldeota alheia.

E pula mais um desespero da cabeça saltitante incompreendida.
E o lugar escolhido: àquele da moda!
Dizem os maus-agouros que o tal já está contaminado, já tem um 'chama'..
uma chama que arde sedenta por sangues novos e viris.
Não adiantam as grades, para tudo dá-se um jeito.

Ou um pulo.

Houve até despedida, carta e ligação;
faltou só chamar a imprensa ou postar logo no facebook.
Talvez chocasse mais, ou até agradasse alguns,
nunca se sabe.

Outros preferem um lugar mais familiar, como seu próprio quarto.
Chama-se amigos e convidados para uma festa, poupa-se o filho ainda novo na casa da avó.
Enquanto todos se divirtem juntos e drogados em um pequeno apartamento,
ele se enforca com o punho de sua rede preferida; sua avó mesmo quem teceu.

O poeta chocou à hora de morrer,
e no seu livrinho de missa de 7º dia, anuncia-se: 'O poeta não morreu'.
Eternizou-se em ato
(e mais uma vez)
faz crer que, em tempos faltosos, o suicídio é sim uma questão filosófica.

Seja o shopping, a droga, Lacan ou Graciliano Ramos.

Ainda há quem queira (e ainda hão de querer) um fim do mesmo,

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