sábado, 30 de outubro de 2010

lalangue

Desdobrando a clareza (incompatível) de não conseguir disfarçar o mistério envolvente.
E para cada olhar estuprador teu,
um pensamento malévolo constituinte.
A cada sobrancelha levantada,
um palpite duvidosamente assertivo.
Mas para cada fuga tua,
uma alfinetada de enxada no lalá do até onde as palavras conseguem manusear.

sábado, 16 de outubro de 2010

enquanto isso, na aldeota alheia.

E pula mais um desespero da cabeça saltitante incompreendida.
E o lugar escolhido: àquele da moda!
Dizem os maus-agouros que o tal já está contaminado, já tem um 'chama'..
uma chama que arde sedenta por sangues novos e viris.
Não adiantam as grades, para tudo dá-se um jeito.

Ou um pulo.

Houve até despedida, carta e ligação;
faltou só chamar a imprensa ou postar logo no facebook.
Talvez chocasse mais, ou até agradasse alguns,
nunca se sabe.

Outros preferem um lugar mais familiar, como seu próprio quarto.
Chama-se amigos e convidados para uma festa, poupa-se o filho ainda novo na casa da avó.
Enquanto todos se divirtem juntos e drogados em um pequeno apartamento,
ele se enforca com o punho de sua rede preferida; sua avó mesmo quem teceu.

O poeta chocou à hora de morrer,
e no seu livrinho de missa de 7º dia, anuncia-se: 'O poeta não morreu'.
Eternizou-se em ato
(e mais uma vez)
faz crer que, em tempos faltosos, o suicídio é sim uma questão filosófica.

Seja o shopping, a droga, Lacan ou Graciliano Ramos.

Ainda há quem queira (e ainda hão de querer) um fim do mesmo,

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

o dito esquecido sintomático corrói entranha a dentro a pestana castigada por pestanejar

o não-lembrar acaba sendo mais confortável e seguro diante daquilo tudo que se esconjurou