segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Viva à arte de ouvir mesma canção talvez vinte vezes ao dia;
e mesmo assim ainda achá-la inacreditável!

Viva à sutileza de escrever o que não ousa ser falado.
Ao esquecimento diário necessário,
quando em muito ativado pela planta.

Que nem raiz, o cérebro ramifica seguindo o rumo
indica(do).
Antes construir para destruir do que seu inverso.

__
Incandear-se de mentiras concisas para o seguinte deleite de cabra.
Perder a noção do sentido para achar o buraco contido
...

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

a mulher-mosca

transeunte imaginação insistente de conteúdos oníricos subjacentes

o que fica debaixo do tapete é o medo de baratas,
a pulga atrás da orelha habitual
e os macacos que me devoram semânticamente.

de metáfora em meta-fora se enche um barril de cervejas(tezas)!
e viva os domingos bebidos à contra-gotas.

cada lágrima estendida no varal das ilusões compradas
vale um tostão de coragem vendida a preço de banana
e novamente os macacos..

[até eles aprenderam a viver em família]

sendo que o tesão pela vida quem tem é Ela, a mulher-mosca.
É chata como as moscas e insistente igualmente
e todo dia morre e nasce
e morre
e nasce

outra mosca

vida curta, corta corta, CURTA!




____
colacia: intimidade