a espera desértica do encontro vazio da vida com seu fim.
pois para se morrer, é preciso se matar,
a cada instante meticuloso
de cada fio de cabelo arrancado,
a contra-acordos ulteriores.
e para cada pernóstico acorde,
tem-se uma fantasia estapafúrdia,
que talvez um dia se realize.
quando não, entra pra gaveta das ilusões roubadas e
secretamente alimentadas, regadas a inveja e insatisfação.
há dias, que ao abrir tal gaveta, se é engolida em exaustão
por romances, causos, análises, pessoas, não-deus e tantos outros escritos
que tentam tatear o vazio e conseguem mergulhar no prolixo devaneio de devanear
pois sem eles, as palavras engoliriam-na.
desde então ela vai tentando mordiscá-las,
(alfinetando-as com pontadas de sequidão)