sábado, 31 de julho de 2010

odem

o circuito uniformemente invariado da mente
te aprisiona onde mais temes/desejas,
fazendo voltar à cena vista a olhos nus
e palpitada a pedaços afiados de coração de vidro.

há (ai) um gostar, ainda que seja de sofrer!
ou apenas um funcionar acostumado de dendritos e axônios,
talvez herdados de células de outrora.

fato é que o medo, no fundo [(no fundo)] conforta,
pois já se sabe seu nome e seu prato preferido.
além de que quando em vez ele lava a louça e a roupa suja,
fazendo-te levantar do sofá e tentar piscar para o mundo.

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