E mais uma vez o drama de novela mexicana, passando pela quinta vez em diferente emissora de outrora se instala em sua dura cuca.
Há por ali por trás um desejo disto, além de incontáveis horas gastas, neurônios pestanejados e assuntos posteriores discutidos em prol de uma novelinha despretensiosa qualquer.
Tenho lá minhas dúvidas se isto de algum modo registrou algo de particular (de partícula mesmo) nos neurotransmissores diversos.
Desde que tenho visto quase nada de te-vê as amarras se soltam, e o mergulho é cada vez mais profundo no interior da dimensão obscura.
É claro que a caixa eletromagnética ainda faz parte da composição de minhas imagéticas, fazendo dos grandes clássicos de cinema mundial os norteadores da conduta.
Já que somos obrigados a sofrer, que seja com classe. E como não temos escolha quando o assunto são ondas eletromagnéticas, é preferível que se afine o gosto para o diferente e o polêmico trazido pelo cinema. Tentativa, ainda que vâ, como muitos crêem, de sair do padrão de personagens, enredo, desfecho, além de notícias, desastres e catástrofes administrados pela mídia.
Não que não existam ideais de beleza, valores e posturas promulgados através do cinema, mas dependendo do que for escolhido para a ocasião, tabus acerca da morte e sexualidade podem ser mentalmente estimulados.
Além de colocar em evidência um quê de bizarrice na caretice que vive o pacato cidadão.
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Escrito completamente influenciado pelo desprezo de Godard, onde Bardot rompe com o drama mexicano e abandona seu homem, morrendo em seguida num trágico acidente de carro.
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